Horta em casa: quais ervas cultivar?

Já vimos aqui como aproveitar um cantinho da casa para criar uma horta decorativa para os amantes da natureza e da cozinha. Agora, vamos mais além no quesito cozinha. Já tendo, literalmente, o terreno pronto, o que podemos plantar para trazer aquele sabor diferenciado para os pratos da casa? Abaixo uma lista de ervas e peculiaridades gastronômicas para agradar família e amigos:

Alecrim

Antigo símbolo de fertilidade na Idade Média e usado por gregos para alertar a memória devido ao seu odor estimulante, o Alecrim traz um sabor fresco e doce. Ele é recomendado no preparo de carnes, principalmente porco e carneiro, e de batatas e manteigas aromatizadas. Seus ramos podem ser usados na decoração de pratos.

Dica de horta: o Alecrim é uma erva de ciclo perene, gosta de ambientes muito iluminados e de solo com granulação arenosa.

Endro

Originário do Egito, o Endro fez sucesso com os gladiadores romanos que a consumiam acreditando que aumentava a força física. Na cozinha é usado em arroz, sopas, saladas e peixes na forma de folhas frescas ou de sementes. Nos países escandinavos, o Endro tem a mesma importância que o orégano na culinária italiana.

Dica de horta: o Endro não deve ser plantado próxima à erva-doce. Deixe-o sempre em local iluminado.

Manjerona

A erva favorita de Afrodite, deusa do amor, e, por isto, usada até hoje em enfeites por noivos. Na cozinha é usada no preparo de carnes, sopas, molhos de tomate e pizzas e no tempero de óleos e vinagres. Além destes, batatas, pratos com queijo e omeletes ganham um toque especial com esta erva.

Dica de horta: a Manjerona exige espaço para crescer. Deixe pelo menos 20 cm de espaçamento entre ela e outras ervas.

Orégano

O amargo da erva fez Hipócrates, na Grécia Antiga, dar à erva o nome Origanum (erva amarga). O engraçado é que os gregos utilizavam o orégano não na culinária, mas sim em receitas de óleos pós-banho. Mal sabiam eles que o sabor forte e aromático do orégano combina bem com tomate fresco, molhos à base de tomate, omeletes, assados e pratos de queijo. A erva fresca dá aos pratos um sabor completamente diferente da versão desidratada, que tem seu amargor mais acentuado.

Dica de horta: Com ciclo perene e porte rasteiro, o orégano pode ser usado como forração junto a ervas de maior porte, como alecrim e manjericão.

Tomilho

Enquanto o Endro dava força aos gladiadores, o Tomilho era usado para estimular guerreiros na Grécia antiga. Já no Egito era usado no processo de embalsamento de corpos. Na cozinha combina com ensopados, marinadas e molhos à base de vinho. É parte essencial do famoso Herbes de Provence, tempero francês com várias ervas.

Dica de horta: o Tomilho cresce bem em solo neutro ou levemente alcalino e em locais com bastante sol e pouca água. Pode ser usado nas bordas de canteiros de ervas como Sálvia, Alecrim, Lavanda e Segurelha.

Coentro

Uma erva de passado mágico. Histórias dizem que o Coentro era utilizado por bruxas da Idade Média na fabricação de poções afrodisíacas. Na cozinha é muito usada nas cozinhas do Norte e Nordeste brasileiros. Combina com pratos de frutos do mar e caldos de peixe, embora seja ingrediente essencial no molho curry, usado na cozinha indiana para dar sabor a frangos e carnes.

Dica de hora: de ciclo anual, o Coentro deve ser colhido pelas extremidades superiores, o que favorece a produção de folhas novas. Vai bem em ambiente com boa luminosidade e em solo de granulação média.

Na mitologia grega, o deus Hades apaixonou-se pela ninfa Menta, mas sua mulher, Perséfone, sentiu-se traída e transformou a ninfa em uma planta, condenando-a a vegetar nas sombras das cavernas – ou na entrada do reino dos mortos. Na cozinha é muito usada no preparo de chás, assados e grelhados.

Dica de horta: plante a Hortelã em solo argiloso com bastante água e em local com sombra e luz indireta. Na hora de consumir, colha as pontas em crescimento, estimulando os brotos laterais.

Manjericão

Desde muito tempo o manjericão atua como item sagrado. Na Índia, de onde é originário, a erva rainha (como é chamada) é, realmente sagrada. Já os gregos antigos a usavam em rituais religiosos, e antes de colhê-la, a mão direita tinha de ser purificada com folhas de carvalho, e a esquerda lavada em três fontes diferentes. Fora a religiosidade, na cozinha é uma das ervas mais consumidas em vários países. O Manjericão pode ser usado para temperar saladas, em pratos de massa, em omeletes, sanduíches, e molhos de tomate.

Dica de horta: quando o manjericão florir, corte o pendão floral para aumentar o vigor da planta e aumentar sua longevidade.

Tempero fresco e colhido na hora

Ter como hobby a culinária já é comum tanto para mulheres como para homens. Relaxar e aproveitar em meio ao preparo de uma refeição é moda e todos os dias mais e mais pessoas se tornam adeptas. Para quem gosta mesmo de usar tudo fresquinho e ajustar cada detalhe da refeição os temperos verdes são uma ótima pedida, então por que não tê-los à mão em casa?

Em vez de ter que correr ao supermercado ou a feirinha natural, uma horta em casa é uma boa pedida para os cozinheiros de plantão e não é necessário espaço muito grande. O importante mesmo é que seja arejado e tenha alguma incidência de sol. As varandas, coberturas, terraços, quintais, áreas de serviço ou até um corredor lateral externo pode ser utilizado.

 Caso, além de cozinheiro, estar em contato com a natureza e aproveitar cada momento da nova horta seja uma característica, criar a própria horta é muito fácil. Abaixo listamos alguns materiais para criá-la:

1- Uma jardineira, vaso ou cachepô com pelo menos 20 cm de profundidade. Uma jardineira de 20 cm x 60 cm, por exemplo, acomoda 12 mudas. Dê preferência aos que tenham furos para escoar a água;
2- Cascas de pinus, de bambu ou pedriscos;
3- Terra orgânica adubada;

4- Húmus de minhoca ou composto orgânico com húmus de minhoca;
5- Areia ou manta para drenagem;
6- Argila expandida;
7- Mudas orgânicas de suas ervas prediletas (elas vêm vasinhos de plástico mole ou duro);

Além dos materiais, não poderíamos deixar de colocar o passo a passo para colocar tudo em ordem:

 1- Cubra o fundo do vaso com argila expandida para garantir a drenagem;
2- Cubra a argila com uma camada de areia. Use a pá para deixá-la mais uniforme. Caso tenha adquirido a manta de drenagem é só cobrir a argila com ela;
3- Em outro recipiente, misture a terra adubada e o húmus de minhoca e quebre com as mãos eventuais caroços, deixando a mistura bem fofa;
4- Despeje a mistura de terra e húmus na jardineira ou no vaso, tomando cuidado para não estragar as camadas de baixo;
5- Disponha as mudas na jardineira para ter uma noção do espaço que elas vão ocupar;
6- Na camada de terra, faça uma cova para cada muda a ser plantada;
7- Retire as mudas do vasinho em que elas vieram com a ajuda do arrancador de inço, tomando cuidado para preservar o torrão;
8- Inicie o plantio das mudas:

  • Na camada de terra, faça uma cova para cada muda a ser plantada;
  • Retire o excesso de terra do torrão e deposite-o na cova, usando o separador de inço para prensar a terra. Os torrões não devem ficar soltos na terra;
  • Agrupe as ervas de mesmo tipo para facilitar a colheita;
  • Coloque no mesmo vaso as ervas de mesma afinidade (solo, luminosidade, quantidade de água);
  • Continue esse processo até preencher a jardineira ou o vaso com as mudas escolhidas;
  • Complete a jardineira com a mistura de terra;

9- Ajeite as cascas de pinus sobre a terra. Elas garantem a umidade, dão um belo efeito visual e evitam a proliferação de ervas daninhas;
10- Regue bem as ervas com água e, se desejar, coloque as plaquinhas indicativas em cada um dos pezinhos de ervas;

Nada como aproveitar o hobby da culinária para cuidar da saúde e criar um ambiente diferenciado na casa com a própria horta. Uma ótima colheita aos chefs leitores!

Dia da Saúde e Nutrição

Você sabia que praticamente metade da população está acima do peso ideal? Pois é, uma pesquisa do Ministério da Saúde revelou que a cada ano cresce em 1,5% o número de pessoas acima do peso no país e que 52,1% da população masculina e 44,3% da feminina estão com o Índice de Massa Corporal (IMC) acima da média.

Por isso aproveitamos que amanhã comemora-se o Dia da Saúde e Nutrição para homenagear este profissional tão importante nas nossas vidas relembrando todos sobre a importância de se cuidar e, se ainda não pensa, começar a pensar na sua própria saúde, alimentação e qualquer outro hábito que venha a interferir.

E como já diziam nossas bisas e avós: “com saúde não se brinca!” Elas sempre tiveram toda a razão, devemos ter muito cuidado com isso. Mas é claro que muitos acham as medidas necessárias para ser uma pessoa mais saudável chatas e por isso acabam não se cuidando. Entretanto, saibam que elas são realmente importantes para uma vida boa e mais tranquila.

Pense no seu futuro e, principalmente, no bem-estar e siga os dez passos do guia do Ministério da Saúde:

1) Faça pelo menos três refeições (café-da-manhã, almoço e jantar) e dois lanches saudáveis por dia;

2) Inclua diariamente seis porções do grupo do cereais (arroz, milho, trigo, pães e assas), tubérculos, como as batatas, e raízes, como a mandioca, nas refeições;

3) Coma diariamente pelo menos três porções de legumes e verduras como parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches;

4) Coma feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes por semana;

5) Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes, aves, peixes ou ovos;

6) Consuma, no máximo, uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina;

7) Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas e outras guloseimas como regra da alimentação;

8) Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa;

9) Beba pelo menos dois litros de água por dia;

10) Torne sua vida mais saudável com a prática de atividade físicas (30 minutos por dia).

A paisagem de uma cidade ciclística

Na semana passada aconteceu o 1º Fórum Mundial da Bicicleta em Porto Alegre. O evento que aconteceu na Usina do Gasômetro contou com painéis, palestras,oficinas e passeatas que buscaram discutir o papel da bicicleta na vida das pessoas. A data foi escolhida por marcar o um ano do atropelamento de 17 ciclistas do movimento Massa Crítica no Bairro Cidade Baixa.

Há tempos vemos discussões e projetos de lei para facilitar e melhorar a vida de quem utiliza a bicicleta como meio de transporte no dia-a-dia. Tornar a paisagem mais ciclística para o porto-alegrense é um fato necessário para que o povo assimile que as “magrelas” podem ser uma nova via para escapar do trânsito e ainda cuidar da saúde.

Países como Holanda e Suíça são reconhecidamente usuários excessivos de bicicleta e a imagem de país mais sustentável e com povo mais feliz. Pesquisas mostram que países com população que costuma andar de bicicleta têm índices de felicidade maior. Enquanto nós torcemos para que no Brasil a onda sustentável traga frutos no trânsito e na maior possibilidade de deslocamento podemos analisar algumas curiosidades sobre o uso de bicicletas e nos entusiasmar em fazer parte desta onda.

  • Em Dublin (Irlanda), 11% da população têm a bicicleta como o principal meio para ir ao trabalho.
  • A Suécia é um país frio, mas 33% de todo o deslocamento realizado em Västerãs (115 mil habitantes) é feito por bicicleta.
  • A Suíça não é um país plano, e mesmo assim a bicicleta é utilizada em 23% dos deslocamentos, em Basiléia, com 230 mil habitantes.
  • Dinamarca e Holanda, países planos, lideram a utilização da bicicleta na Europa, com 958 e 1.019 quilômetros percorridos por habitante, respectivamente, a cada ano.
  • Em Redmond, noroeste dos EUA, os ônibus urbanos têm espaço para transportar duas bicicletas. Até mesmo os paramédicos as utilizam.

Isso sem falar dos benefícios a saúde e ao meio ambiente. Importante aliada a quem quer perder uns quilinhos, bastam 20 minutos de pedal na bicicleta para perder 160 calorias ingeridas numa latinha de cerveja.

Você ganha e o meio ambiente também, pois 5.000 bicicletas em circulação representam 6,5 toneladas a menos de poluentes na atmosfera. Espalhe essa ideia!

Falta de manutenção em aparelhos de ar condicionado traz graves riscos para saúde

O aparelho de ar condicionado é visto, muitas vezes, como grande vilão quando o assunto é doenças respiratórias. O tema ganha ainda mais importância com a chegada do verão, pois os aparelhos em casas de praia, que ficaram parados o ano inteiro, voltam a funcionar, mas sem a manutenção necessária.

É fato comprovado que uma instalação de ar condicionado, como qualquer outra instalação mecânica, se não submetida a condições de manutenção periódica, irá apresentar problemas. A proliferação de microorganismos como bactérias, mofo, ácaros e outros, ocorre por uma série de fatores, entre elas, a falta de manutenção de filtros e dutos.

Fatores que originam a presença de microorganismos que fazem mal as saúde:

a) Teores de umidade relativa do ar nos dutos, superiores a 90% – a umidade é um poderoso meio de cultura;

b) Falta de manutenção adequada (verificação do tempo de vida útil dos filtros através de manômetros diferenciais, limpeza das caixas de filtragem a cada troca de filtros, verificação de vazamentos na instalação e outros).

Pessoas que sofrem de bronquite, asma ou doença pulmonar crônicas, têm riscos ainda maiores, podendo levar a casos de sinusite, amidalite e até mesmo pneumonia. Mas lembre-se que mesmo quem não apresenta quadro algum ainda pode ter problemas de saúde e ninguém quer desperdiçar um momento de suas férias com situações deste tipo, não é?

Então, ao planejar a viagem busque, logo no primeiro dia (ou antes, caso haja um caseiro), um técnico que possa fazer os testes no aparelho de ar condicionado e uma troca de dutos e filtros, caso necessário. Muita saúde e uma boa viagem!